Wednesday, January 28, 2009

Bastidores de uma exposição

1º Capitulo “Planeamento”


Desta vez decidi fazer um report exaustivo do tempo, dinheiro e esforço que leva o planear e então ir a uma Exposição Canina. Espero que no fim o leitor consiga entender e apreciar o esforço de quem tem gosto e procura trabalhar e expor os seus cães.

Vamos então começar pelo inicio:

1º Escolher ir ou não a uma exposição

Bem, esta exposição é a 1º de 3 exposições anuais, onde um cão poderá conseguir o titulo de Campeão ou se preferir o CAC-QC. Por isso é natural que se faça um esforço extra ou então perderá a sua oportunidade.
Não vos vou maçar dizendo que para ir a esta exposição não gastei nisto ou naquilo e que juntei dinheiro daqui e de acolá. Mas apenas direi que depois de muito pensar e analisar tomei a decisão de ir.

2º Planear o tempo e custo

O passo seguinte é tirar uma ideia do tempo e dinheiro necessário para ir a uma exposição.
Neste caso como estou no Algarve e tenho de ir ao Porto, será por volta de uma viagem de 7h condução com 3 paragens de 20-30 min para esticar pernas de pessoas e canideos, distancia 562 km

A portagem será por volta de 37.55 EUR e combustível 51.69 EUR

Como tenho de ir e voltar puz 200 EUR – 14h condução só para esta viagem

3º Primeiro preparativo - CARRO

Como é uma longa distância decidi fazer uma revisão completa ao meu carro para não ter nenhuma supresa (imaginem ficar na estrada com 3 cães no carro). Este custo rodou os 165 €

4º Agora há que pagar a exposição e mandar as inscrições

1 hora nos correios 65 €

5º Encontrar um lugar para dormir

Uma vez que não sou maluca, fazer uma viagem de 14 h sem descanço está fora de questão. Então pedi a uma amiga para passar lá a noite e ela generosamente aceitou, o que me tirou essa preocupação e despesa de cima e é um grande alivio.

Ok, estes são os passos iniciais e está tudo encaminhado !




2º Capitulo “Lista de compras”

Continuando o tópico da semana passada com o Planeamento de uma ida a uma Exposição Canina, agora passamos a lista dos itens necessários a comprar para uma viagem deste género.

1º Limpeza dos cães

Bem, na minha opinião isto é a base da apresentação de qualquer cão, o banho e limpeza.

Uma vez que esta é uma viagem longa e trabalharei a tempo inteiro, desta vez decidi pedir ajuda profissional para a limpeza e banhos dos meus cães.

Mas normalmente isto significa comprar champô, condicionador e amaciador. E preparar-me para passar 3 a 4 h de volta de cada cão.

Em qualquer dos casos levo sempre toalhetes de limpeza (os mesmos que usamos para os bébés) e condicionador próprio para dar brilho ao pêlo antes da entrada do ringue.

Escovas, pentes e tesouras são obrigatórios de levar.

Lista: champo, amaciador, condicionador, toalhetes, escovas, pentes e tesouras

2º Segurança na viagem

Levo sempre um kit de primeiros socorros (aprendi com uma amiga e amante de cães), porque com cães nunca se sabe e já não é a primeira que um pisa o que não deve e acaba magoado.

Portanto antes de ir verifico sempre se o meu kit está completo com os itens necessário para pessoas e cães.

Lista: ligaduras, betadine, gaze, desinfectante, anti-inflamatório, pensos, aspirina, algodão, alcool

3º Comida, Água e Bebidas


Ok, podem pensar, compra-se ou é claro que é obvio que tem de se levar comida.

Mas para mim que é sempre algo a planear, porque não podemos levar todo o tipo de comida pois tem de adaptar a comer numa exposição ou em viagem, temos de sempre levar imensa água e alguns sumos pois um dia de exposição significa muitas vezes longas horas em pé.

Também penso que a comida num recinto de exposição é cara, e não é segura 100 % e ficar doente não está nos meus planos.
Também se passamos uma noite fora temos de levar a comida para os cães e claro que isso é obrigatório.

Como também me preocupo com as longas horas de viagem e o tempo que temos de ficar no recinto, levo sempre biscoitos e recompensas para manter os cães contentes e interessados.

Lista: sanduiches, sumos, água, comida para cães, bolachas, fruta, biscoitos, café, recompensas,…

Ok esta é a minha lista de itens a comprar e a levar para a viagem


3º Capitulo “Ultimos Preparativos”


Continuando o tópico de á duas semanas Planeamento de uma ida a uma Exposição Canina, seguindo-se a lista de itens necessários levar a uma Exposição Canina, agora passamos aos ultimos preparativos antes de entrarmos no carro e irmos.

1º Treino

Pois é como devem imaginar, estas ultimas semanas houve um treino intenso de Handling ou passagem do cão em ringue.

O principal na minha opinião é que eles mantenham a posição de Stand, ou de pé, em ringue enquanto o juiz os avalia e para isso há que treinar e ir habituando os cães a se manterem na posição.

2º Roupa

Como é obvio visto ir apresentar os meus cães tenho sempre cuidado na escolha da roupa. Se necessário há que mandar limpar o fato.

Comecei a optar por levar sempre uma roupa para usar fora do ringue e na viagem.

3º Trelas, coleiras e taças dos cães

Sim sim é obvio ... mas já aconteceu uma ocasião esquecer-me das ditas trelas e fiquei fula comigo mesma.

Portanto colocar na mala de viagem e quanto mais cedo melhor. Levar também sempre uma trela extra para o caso de uma se partir.

4º Sacos cama e mantas

Um dos prazeres de dormir fora de casa é usar os ditos sacos de cama e claro fazer disso uma aventura.

As mantas é para os canideos terem o seu local de descanço ou cobrir as caixas na exposição e evitar barulhos desnecessários.

5º Dinheiro, documentos

Nesta altura é por o dinheiro, documentos do carro, cães, exposição e nossos na mala de viagem.
Não esquecer de verificar se as vacinas estão em dia.

6º Gazóleo

Encher o depósito na véspera evita os tais minutos precisos no inicio da viagem

Ok, prontos agora é meter-me a estrada e arrecadar os prémios.



4º Capitulo “A exposição”


Continuando o tópico de á três semanas Planeamento de uma ida a uma Exposição Canina, seguindo-se a lista de itens necessários levar a uma Exposição Canina e passando aos Ultimos Preparativos, agora passamos ao evento em si.

Como podem imaginar, uma viagem de 7 horas não é facil e quando conduzimos sozinhos mais dificil se torna. Mas ter cães torna tudo mais agradável, pois obriga-nos a parar várias vezes, caminhar com eles, dar-lhes água, ..., de modo a que no fim a viagem pareca mais leve e agradavel.

Bem, como disse no início deste conjunto de artigos, o principal objectivo desta exposição é alcançar o muito desejado C.A.C.-Q.C. que nos dá, conjuntamente com três C.A.C., o muito desejável titulo de Campeão de Portugal (CH PT) e por isso esta é uma exposição importante, pois é uma de três que nos dá essa oportunidade.

Claro que isto significa que toda a gente que deseja o titulo está também nesta exposição para o tentar ganhar, o que torna as coisas mais dificeis.



Para minha grande alegria e orgulho, Angel, o meu Pastor Australiano Red Merle, foi uma das contempladas com este prémio e como já tem os 3 CAC, é agora Campeã de Portugal.

E como em todas as ocasiões importantes do género alguns agradecimentos especiais a pessoas especiais se impõe.

Ao Dr. José Carlos do Zoolagos, que tem a enorme paciência para todas as minhas questões e para resolver tudo o que tem aparecido.

A nossa professor de handling, Joana Gonçalves, que tem tido a paciência de continuar a ensinar e de me incentivar a ir a estes eventos.

Ao nosso centro de treino, CIC Lagos, onde a Angel vai gastar a suas enormes energias.

E finalmente ao “lavador” e groomer a quem desta vez pedimos auxilio para limpar a lama e sujidade (que desta vez não era nada pouca) dos meus cães Sr. Carlos Alves da Myfriend Petshop.

E por fim eu pessoalmente agradeço a Deus que me concedeu a honra de partilhar a minha vida com estas pequenas pessoas de 4 patas, que aturam e aguentam tudo da minha parte.

Tuesday, August 05, 2008

A importância de escrever um blog

Fonte da imagem: http://www.bringpetshome.com

Tenho sido confrontada por diversas vezes com pessoas, principalmente na área da canicultura, que menosprezam o poder e a importância de um blog.

Espero com este artigo demonstrar aos amantes dos nossos amigos de 4 patas o que um blog de melhor tem.

  • 1º Oportunidade

Um blog fornece as pessoas uma oportunidade de divulgarem e mostrarem o seu trabalho.
De procurarem fazer mais para também mostrar mais e assim ser também um incentivo para a
continuação do trabalho que têm feito.

  • 2º Divulgação

Eu imagino um blog como um jornal, onde publicamos semanalmente as ultimas noticias referentes ao trabalho que fizemos na nossa área ou referentes a área de nosso interesse.

  • 3º Distribuição

Devido ao blog ser um jornal, tal como este é importante a sua distribuição por diversas comunidades e assim dar oportunidade a diversas pessoas de lerem e se interessarem pelas noticias que publicamos.
Comunidades como DIHITT, PTNOTICIAS, DIGG, MIXX, PROPELLER oferecem esse tipo de audiência que nos permite divulgar e conseguir leitores dos nossos artigos.
Algumas comunidades, como DIHITT, tem uma audiência que fala e compreende português com alto nível de interesse e interacção.

Fonte de imagem: http://www.caica.org
  • 4º Escrever em Inglês

Pois é, eu sou portuguesa e tal como a maior parte dos portugueses gosto e tenho prazer de divulgar o trabalho na minha língua, mas será que é o suficiente ? penso que a resposta é obviamente que não e sendo o inglês uma língua universalmente conhecida e aceite teremos de nos render ao obvio e também a utilizarmos.
Neste momento o meu blog já foi visto em 31 países diferentes e sinto um pequeno orgulho de o ter conseguido.

  • 5º Despesa

A despesa é praticamente nula, pois existe possibilidade de criar blogs sem se gastar um único tostão. Penso que o pior é mesmo conseguirmos o tempo e dedicação necessária para o actualizarmos, divulgarmos, escrevermos com qualidade, sermos imaginativos e trazer conteúdo original.
No meu caso, tento sempre ser única na web e todo o trabalho à volta de um novo artigo é o que m dá prazer.

  • 6º Feedback

Uma vez que o blog é um veículo rápido e fácil de colocar artigos, receber comentários e analisar as pesquisas e vistas, providencia um meio rápido e fiável de vermos o impacto do nosso trabalho.


Meus amigos criadores, donos e no fim amantes dos nossos amigos de 4 patas, tentem ensinar, aprender e no fim serem mais, para que também no nosso país haja mais donos conscienciosos, criadores responsáveis e muitas pessoas interessadas em terem mais do que um simples animal em casa e assim criar-mos mais oportunidades para trabalharmos estes nossos companheiros de há muitos séculos.

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Monday, June 09, 2008

Cães e crianças

Cães e Crianças

A) Trazer um cão para uma família com crianças

Muitas pessoas acham que ter crianças automaticamente lhes dá uma boa razão para ter um cão e tem razão, mas este não deve ser a único motivo.

Crianças que crescem com animais, vivendo e passando tempo com eles, está provado que são mais responsáveis, menos egocêntricas e mais felizes e abertas.

Estas são definitivamente boas razões para se ter um cão, mas o que acontece quando as crianças perdem o interesse e desviam a sua atenção para outra coisa? Bem, isto é o porquê que não podemos trazer um cão para as nossas casas pensando apenas nas crianças, mas temos também de pensar que o cão é da nossa responsabilidade e um membro da nossa família até ao fim da sua vida.


Ok, agora que temos em mente que vamos ter um cão e que este vai ser um membro da nossa família, qual é a forma correcta de os relacionar com crianças? A primeira coisa que eu faço é um discurso com o meu filho onde explico o que envolve ter um cachorro:
1) os brinquedos que serão destruídos se ele não tiver cuidado
2) a casa vai estar suja e ele tem de ajudar a limpar
3) a maneira que ele tem de lidar com um cachorro sem o magoar, mas também ser firme
4) os locais onde os cães são permitidos
5) a altura de alimentação onde ele deve se manter afastado
6) o tempo que ele tem de despender com os cães, brincando com eles e saindo com eles
7) a despesa monetária que será maior e portanto terá de haver sacrifícios também da parte dele

Ok, agora que há um acordo entre nós de todos os pontos anteriores é importante mantê-los e respeitá-los. O meu filho tem agora 6 anos, mas desde os 3 anos que ele tem tarefas relacionadas com os cães (uma boa maneira de o manter afastado da tv e dos jogos) e ele sabe que há dias da semana guardados para treinos e saídas com os cães.

Também faço questão de celebrar as ocasiões especiais, como Aniversários e Natal, com os nossos cães por forma a afirmar os laços familiares e o de eles fazerem parte da nossa família.

Os cães são membros sociais e por instinto sabem como viver em grupo. Por forma a que mantenham o respeito para com as crianças, como membros sociais de uma hierarquia superiores, as crianças devem ser ensinadas a respeitar os cães, a não gritarem com eles e a não os magoarem ou atirar-lhes coisas. Uma postura calma e convivência natural é a forma mais correcta de interagirem uns com os outros.


Também vou adicionar que neste ponto da minha vida já mudei de casa 3 vezes, passei por 3 empregos e 1 divórcio. Em nenhuma altura da minha vida os meus cães estiveram em causa e são sempre considerados em todas as decisões que faça.

B) Crianças e cães estranhos na rua

Quando uma criança cresce com um cão começa a pensar que todos os cães na rua são como aquele que tem em casa. Isto é algo que tem de ser ensinado e controlado desde cedo. Não permitir que as crianças brincam ou toquem em cães aos quais não foram apresentados.

A maneira correcta é as crianças perguntarem aos pais e depois de autorizados, perguntarem ao dono do cão. Se o dono concordar então mostrarem as costas da mão ao cão, deixarem ele cheirar e por fim fazerem festas no lado do corpo do cão.
Apenas cães com trela ou junto dos donos são cães permitidos ao meu filho perguntar se pode tocar e possivelmente brincar.
Os jogos cães estranhos não devem incluir deitar no chão, atirar objectos ao cão, curvar-se para o cão ou subir para cima do cão. Os cães devem ser respeitados !

Em casa, nunca deixo o meu filho sozinho com os cães e em todas as ocasiões ele sabe que não os deve magoar, atirar objectos ou gritar com eles. Ele gosta de brincar ao busca de objecto e isto lhe é permitido com a minha supervisão, visto que eles são grandes e podem magoar o meu filho no meio da excitação.

C) Trazer um bebé para uma família com um cão

Quando um casal tem um cão e decide ter um bebé devem mentalizar que o seu tempo encurtará, a rotina será diferente, a responsabilidade será maior e o orçamento será reduzido, mas o cão não é uma variável a descartar.

A primeira coisa que devem fazer em casa é limitar o cão ao espaço que será do bebé. Desta forma, o cão não estranhará quando na chegada do bebé não lhe for permitido a entrada em certas zonas.

A seguir devem se mentalizar que 2 meses antes do nascimento, e 3 meses após este, a mãe terá o tempo preenchido para cuidar do pequeno recém nascido, e portanto caberá ao seu parceiro o cuidar do amigo de 4 patas.

Finalmente, bebés não são brinquedos e portanto não devem ser negligenciados ou deixados sem supervisão em casa e especialmente ao pé de animais e pessoas estranhas. É nossa obrigação cuidar das crianças e se algum acidente acontece, é nossa responsabilidade e definitivamente não do nosso animal que não pediu a vinda deste estranho para a sua vida.
Os bebés não cheiram como as pessoas, não se parecem com pessoas e não soam como pessoas. Portanto mesmo que o nosso animal os identifique como cachorros, os tratará como tal, e quando um cachorro grita, tenta morder, afasta-se ou magoa o progenitor, este agarra-o pelo pescoço por forma a o repreender, abanando-o, ou o trazer, e este gesto é bastante nocivo para um bebé.

Está na nossa mão ensinar tanto os cães, como as crianças a partilharem a sua vida e a se respeitarem, partilhando espaço e grupo.

Também pode encontrar este artigo no nosso website

Outros Artigos Publicados

Wednesday, April 09, 2008

Algumas dicas para preparar um Pastor Australiano para uma ocasião especial


Neste artigo for dar algumas dicas que eu uso para preparar os meus cães para uma ocasião especial, como uma exposição ou apresentação a crianças.

As escovas e pentes são essenciais para a remoção do sub-pêlo e desembaraçar o pêlo.



Estas são as 2 tesouras que uso para aparar o pêlo e mantê-lo certinho.

anto as tesouras como os pentes e escovas tém de ser utilizados com cuidado para não magoar o cão.

A melhor maneira de habituar um cão a ser escovado e aparado é ir recompensando regularmente com a voz e biscoitos, para que ele associe como uma experiência agradavel.

Banho


Pessoalmente gosto de dar banho na banheira com água morna.

Se estou no verão uso 1º um champô insecticida e depois um champô normal finalizando com amaciador. No inverno apenas uso champô normal e amaciador.

Importante é enxaguar bem para que não fique residuos.

Drying


Após enxaguar bem com a toalha seco bem com secador, onde os Aussies são secos escovando horizontalmente para trás e os Goldens são secos escovando verticalmente para baixo.

Existe alguns produtos no mercado que permitem dar brilho/cheiro ao pêlo que eu aplico antes deste estar bem seco e depois seco.

Aparando



As orelhas opto por aparar por dentro os pêlos demasiado compridos, à volta para ficar com aspecto certinho e por trás os pêlos que fogem à direcção do colar.



As patas apara-se os pêlos no meio das almofadas, à volta dos dedos e por trás até ao dedo que está por cima.












Nesta foto é visivel o habitual leque que estico e aparo por trás das patas da frente.












As patas traseiras aparo para ficarem direitas.




A cauda não é usual nos Aussies, portanto opto por imitar a cauda dos Goldens deixando um bonito leque por baixo.






A parte de trás, no meio das pernas e na barrigo estico e aparo o pêlo por forma a ficar formas arredondadas sem pontas.

Como resultado final temos um cão cuidado, bonito e cheiroso.


Pode encontrar este e outros artigos também no nosso website: http://www.casacalado.com/

Monday, April 30, 2007

Recepção de um novo cachorro





Existe alguns pontos que devemos ter em conta quando recebemos um cachorro em casa.
1) Acolhimento

Um cachorro quando entra numa casa desconhecida sente um choque, pois é retirado de um ambiente que conhece para um totalmente desconhecido, sem os elementos caninos que estava habituado.

O seu acolhimento deve ser caloroso, pois estamos a lidar com ser vivo, que precisa de compreensão.

O meu concelho é que, pelo menos, nas primeiras 2 noites o dono se desloque para o sitio onde o cão vai dormir e passa essas 2 noites com ele, para que se habitue ao dono e à casa.

Também concelho nos primeiros 2 dias que se procure passar os dias com o cachorro e se vá ausentando por curtos períodos para que ele se habitue ao ambiente, dono e ausência do mesmo.

2) Apresentação

Se houver outros inquilinos em casa, como cães e gatos, a apresentação deve ser gradual e sempre na presença do dono.
Na introdução a crianças, esta também deverá ser gradual, pois estando um cachorro numa fase critica de crescimento, qualquer lesão pode significar um defeito para o resto da vida.
Nunca deixe sozinhos sem supervisão !



3) Alimentação

As taças devem ser em inox por três razões, evita que roam, são mais resistentes e limpam-se melhor.

O cachorro deve ir para a nova família com uma saca da ração a que está habituado. Para introduzir uma ração diferente, terá de o fazer muito gradualmente, pois os cachorros são muito sensíveis a essas mudanças, que lhes pode causar gastroentrites.

A introdução pode começar por uma meia dúzia de grãos numa taça cheia da sua ração durante uma semana. Depois 10%, mais a sua ração. De seguida 15 % ... Por aí fora até ser total a substituição.

O número de refeições até aos 6 meses deve ser entre no mínimo 2 e no máximo 4.

Nunca deixe uma taça cheia de comida à disposição !

Procure sempre alimentar o seu cachorro após você ter comido e retire logo de seguida a taça. Isto reforça a sua posição como dono da casa.

Deixe sempre bastante água à disposição !

4) Higiene

O trato estômago-intestinal é muito sensível nesta fase e só a partir dos 4 – 6 meses é que começa a regularizar.
Um horário regular de refeições ajuda a regular as vezes que necessita de evacuar !

Uma escovagem regular do pêlo ajuda a manter o pêlo do seu cachorro em bom estado evitando demasiados banhos e criando em simultâneo um período diário de relação cão-dono.

5) Veterinário

Siga as datas de vacinação e disparazitação inscritas no boletim de vacinas !

Procure manter-se informado da melhor maneira de proteger o seu animal de parazitas, como pulgas e carraças, no seu médico veterinário.

O cachorro não deve tomar banho ou andar na rua antes de ter a vacinação completa.

6) Entretenimento

Se o cachorro vai ficar períodos sozinho procure deixar alguns brinquedos que possibilitem que ele roa (cuidado com os plásticos) e se entretenha (ex. kong)

Deixar o rádio ou televisão ligada também pode ajudar o seu cachorro a não sentir-se tão só.

Reserve brinquedos especiais, como bolas, para apenas quando joga com ele, pois ajuda a fortalecer a ligação cão-dono.

7) Saídas

Após a vacinação efectuada vai querer levar o seu cachorro a todo o sítio onde vai.

Use sempre coleira com identificação e trela. Mesmo nos locais que lhe pareçam mais isolados procure ter sempre a trela à mão, pois o seu uso é obrigatório e evita conflitos com pessoas/cães.

Respeite o espaço dos outros cães e das outras pessoas !

Leve sempre consigo sacos para apanhar os dejectos do seu cão. Respeite o espaço que é de todos !

No carro use sempre um peitoral apropriado para prender o cão ao cinto ou uma rede de separação.

8) Regras

Todos os seres que vivem em sociedade precisam de regras para manter uma boa relação entre os elementos dessa mesmo.

Tente criar algumas regras, que toda a família cumpre, para criar uma ambiente claro e agradável para o seu cachorro.

a) Dormir – crie um espaço para o seu cachorro dormir com uma cama ou tenda. Respeite este espaço, mantenha as crianças afastadas e não o utilize para o repreender.



b) Refeições – as refeições devem ser feitas dentro de um horário pré estabelecido e regular, onde os donos comem primeiro e de seguida alimentam o seu cachorro.



c) Higiene – habitue o seu cachorro a se aliviar num sitio pré-estabelecido. Pode ser num local com jornais, areia, quintal, … Mas não o obrigue a aguentar um número infindável de horas. Crie um horário !
São seres vivos e não máquinas pré-ensinadas !



d) Interdição – crie barreiras (uma tábua chega) que definem os locais que ele pode aceder ou não na casa. Esta regra tem de ser constante entre todos os elementos da família !



e) Repreensão – muitas das repreensões poderão ser feitas apenas com um som sonoro (NÃO) e o castigo isolado (ex: feche na despensa), afastado da família. Seja consistente e mantenha o castigo por vários minutos para que entenda !



f) Chegada a casa – para que o seu cachorro se habitue a não saltar para cima das pessoas, ignore este comportamento e faça a sua rotina até que ele sossegue. Quando estiver uns minutos sossegado então o cumprimente efusivamente.



7) Exercício – todos os cães necessitam de exercício físico, mas dependendo da raça (estude as características antes de adquirir) este deve ser em maior ou menor grau. De todas as formas, para donos e cão, não há nada melhor que um passeio diário a pé.



8) Ensinar – todos os cães podem e devem ser ensinados, pelo menos nos conceitos básicos, como o Não, Fica, Senta
Procure ensinar compreendendo as necessidades do seu cão e sem recorrer à repreensão física. Consulte profissionais !


Saturday, April 14, 2007

Golden Retriever


Origem

Pensa-se que a origem desta raça esteja relacionada com o esforço de um lorde inglês, Lord Tweedmouth 1835, para obtenção de um cão dócil, fácil de ensinar e que recuperasse as peças de caça sem as danificar.
Características

Este cão dócil, de porte já médio grande, tem como sua característica principal a ternura e amizade com que lida com as pessoas. Aliás pode até ser considerado defeito, pois são cães que não vendo maldade nas pessoas se tornam péssimos guardas, pois confiam literalmente em qualquer humano.

Pode ser colocado num quintal, mas prefere estar ao pé dos donos, no seio da sua família humana. Aliás a sua componente dócil, atenta e adaptável à disposição dos donos torna-os perfeitamente adaptados a todas as situações e companheiros ideais para as crianças.

O seu grande defeito é a sua tendência para trazer qualquer objecto no comprimento diário e a sua paixão por roer tudo o que se apresente ao seu alcance.

Fáceis de ensinar e de agradar, são escolhidos para todas as tarefas caninas.

Necessitam de uma atenção diária para os tornar felizes, onde se pode incluir a tarefa de serem escovados regularmente, pois têm um pêlo moderadamente comprido que necessita de atenção.



Considerações


TAMANHO: O tamanho ideal para os machos é de 56-61cm e da fêmea 51-56 cm


COR: Qualquer tom do creme ao dourado


PELO: De textura e de comprimento médios


Outras referências

http://www.thegoldenretrieverclub.co.uk/


The Golden Retriever Club



Tuesday, September 05, 2006

Aussie - Australian Shepherd


Origem

A origem desta raça é cheia de controvérsia e discussão, mas como ponto assente é que o seu reconhecimento proveio da América.
Pensa-se que a origem do Aussie, seja os cães que os colonos trouxeram para o Novo Mundo, onde o cruzamento tivesse sido feito apenas com o objectivo de realçar as suas características de trabalho, o pastoreio, guarda e rapidez de raciocinio.

O principal impulsionador para o reconhecimento destes cães foi um actor/treinador, Jay Sisler, de espectáculos que utilizava os Aussies, ou os Cães Azuis como eram então conhecidos, como parceiros no espectáculo.

Apenas a 18 Abril de 1991, o Australian Shepherd foi conhecido como raça pelo American Kennel Club.


Caracteristicas

O Aussie é um cão devoto ao dono, que precisa de contacto, treino e atenção do dono.
Não é um cão para ser posto de parte num quintal !

É um cão que anda atrás do dono por todas as divisões e verdadeiramente adora deitar-se ao pé do dono. Esta característica pode ser compensadora, pois nunca se está só, tendo sempre alguém ao pé de nós, mas também pode ser perturbadora, pois implica ter uma sombra com a qual é preciso ter atenção e que nos persegue até no WC.

Devido à sua forte tendencia genética para o trabalho, esta raça necessita de exercicio, atenção e treino. Se tal não for feito e até descurado, então terá tendência de tornar-se destrutivo ou até imaginar formas de fuga e outras maneiras de alcançar algo que deseja.

São cães atléticos e muitíssimo curiosos, óptimos para actividades físicas como agility, flyball, frisbee, ...

Guardam e alertam para a presença de estranhos e chegam mesmo a defender em caso de invasão ou ataque do seu território.

Não se adaptam à vida sedentária e apenas toleram a residência num apartamento se acompanhados por um dono atento e que esteja pronto para várias actividades físicas.

O seu raciocínio rápido leva a que muitas vezes superem os seus donos.

É um cão com bastante pêlo, largando moderadamente e que necessita de escovagens regulares.

Considerações

TAMANHO: O tamanho ideal é de 51-58 cm para os machos e 46-54 cm para as fêmeas.

COR: Blue-merle, Red-merle, preto, e vermelho são suas cores, com ou sem manchas brancas, e/ ou castanhas (cobre), sem ordem de preferência. O colar branco não deve ir além da cernelha. O branco é admitido no pescoço, (parcialmente ou formando um colar completo), no peito, nas pernas, na parte inferior do focinho, em faixa na cabeça, e pode se estender desde a parte inferior até atingir 10 cm. (4 polegadas) medida horizontalmente pelo cotovelo. O branco na cabeça não deve predominar e os olhos devem ser completamente circundados por zonas coloridas. Os Merles, caracteristicamente, escurecem com a idade.

PELO: De textura e de comprimento médios

Outras referências

American Kennel Club

http://www.akc.org/breeds/australian_shepherd/index.cfm

Australian Shepherd Club of America

http://www.asca.org/

Is an Australian Shepherd the Right Dog for You?By Liz Palika

http://www.lizpalika.com/rightdog.html

Alguns livros sobre a raça:

The Australian Shepherd: Champion of Versatility
by Liz Palika (2003, Howell Book House).

All About Aussies: The Australian Shepherd from A to Z by Jeanne Joy Hartnagle-Taylor

Escolher um cachorro

Antes de decidir ter um cão, existe várias considerações a fazer:

1. Lar

O lar onde o cão viverá é um componente fudamental na escolha de um cão. Esta consideração não deve ter apenas em conta o tamanho ou tipo de casa (apartamento, moradia, quinta, ...), mas também se estará ou não acessivel ao cão.
Por exemplo, o dono pode ter uma moradia enorme, mas se o acesso a esta estiver vedado ao cão, então será um cão que terá como lar o quintal.
Tal como o dono pode ter um apartamento pequeno, mas se o cão tiver periodos curtos dentro deste mesmo, pois estará sempre na companhia do dono no exterior, então será um cão para companheiro de trabalho e lazer, que viverá dentro de casa.

2. Disponibilidade

Os cães são essencialmente animais sociais, que gostam de viver em grupo.
Existem raças que se adaptam melhor à vida exterior solitária e outras que necessitam da companhia de pessoas ou animais, não se dando bem sozinhos.
A disponibilidade do dono tem um grande peso nesta escolha, pois se tiver ausente longos períodos, então terá de optar por raças que melhor se adaptam a essa ausencia ou optar por ter vários elementos caninos (por vezes cães e gatos também formam grupos familiares).
Também tem de se ter em conta que tem de haver disponibilidade para se passar períodos de tempo com o cão. Se este viver num apartamento ou estiver confinado a um espaço pequeno, terá de haver maior disponibilidade para passeios ou outras actividades físicas.
Mas o viver numa quinta, ou quintal, não implica que o dono não tenha de ter disponibilidade para o seu cão, pois é importante o tempo passado com o cão, para que este se sinta ligado ao dono e como fazendo parte do grupo familiar.

3. Função

Os cães ao longo dos anos que formaram parcerias com as pessoas, foram criados e treinados com finalidade de determinadas funções.
Portanto, temos raças de cães que surgiram mais viradas para o pastoreio, guarda, caça, companhia, ...
Alguns cães destas raças não vivem bem confinados sem terem algum trabalho ou função. Por exemplo, um Perdigueiro Português não seria feliz vivendo fechado num apartamento.
Com isto não se quer dizer que não se possa ter um cão de uma linhagem de trabalho, como caça, para companhia ou agility.
Apenas deve-se ter em atenção que todos os cães necessitam de atenção, e determinadas raças, à partida tém necessidades mais próprias, sendo portanto necessário o estudo e análise da raça antes da aquisição de um cão dessa mesma raça.

4. Manutenção

A manutenção de um cão saudável acarreta despesas que devem se ter em conta.

a) Alimentação

Os cães devem ser alimentados com a sua própria comida e os restos da comida das pessoas não são próprias para a sua alimentação.
O criador ou veterinário são as melhores pessoas para informar o futuro dono da alimentação que deve ser administrada ao longo da vida do cão.

b) Veterinário

Todos os cães tém ser vacinados e desparizatados anualmente.
As doenças e problemas de saúde, tal como nas pessoas, também podem surgir no cão e deve se ter em conta que é uma despesa considerável quando tal acontece.

c) Higiéne

Os cães de apartamento acarretam mais despesas neste campo, pois é necessário a compra de sacos próprios para apanhar os dejectos na rua ou o treino do cão para fazer num sitio próprio, como uma caixa de areia.
Mas os cães que tém acesso a um quintal ou quinta também precisam de limpeza do local onde dejectam, o que implica a apanha para sacos do lixo e a limpeza dos locais com detergentes.


5. Treino

Certas raças de cães implicam o empenho do dono no seu treino e boa socialização com pessoas e animais.
Todos os cães devem ter o treino de obediência básica, que pode ser ou não administrado pelo próprio dono.

6. Reprodução

A reprodução de um cão não deve ser considerada de animo leve, pois implica despesas com testes saúde dos progenitores (Ex. Displasia, doenças genéticas dos olhos, coxo femural, cotovelos, ...) ; com a alimentação correcta da mãe e visitas regulares ao veterinário para vigiar a gravidez e pós parto ; alimentação e vacinação das crias ; e por fim com a possibilidade de as crias não encontrarem donos e ou não se darem bem no novo lar.
Depois destas considerações feitas, a escolha de bons progenitores deve ser feita com cuidado e análise, para que a nova criação mantenha os standards da raça e traga cães com boas caracteristicas fisicas e psicológicas.

Passos para montar um aquário de água doce

1. Ecossistemas

Antes de se montar um aquário tem de se têr em mente o tipo de peixe que se pretende colocar.
Pois cada tipo de peixe tem as suas particularidades e necessidades, principalmente no que diz respeito ao ecossistema em que se vai inserir e ao tamanho do aquário a adquiri.
Existem peixes, cujo o habitat é essencialmente rocha, ou areão, ou amazónico ou mesmo pantanoso. Estes peixes também tém de ser considerados relativamente aos companheiros de aquário e até do tipo de plantas a usar.
Após a escolha dos nossos habitantes, podemos passar ao passo seguinte, o equipamento.

2. Equipamento

O equipamento é composto essencialmente por 3 componentes:

a) Térmostato

Tem por função básica manter a temperatura constante do aquário. Esta pode variar conforme a espécie de peixes e plantas, mas normalmente deve ser mantida nos 28ºC.



Atenção – Desligar da corrente antes de retirar da água.

b) Filtro

Tem por função básica filtrar e oxigenar a água do aquário, devendo ser mantido regularmente por forma a limpar os residuos que ficam retidos no seu sistema.

ou

Dependendo dos filtros, alguns funcionam por resinas, onde existe cerâmica, carvão activado e esponja. Estes, a esponja ou lã, tem de ser verificada e mudada quando suja. E o carvão activado tem de ser mudade de 6 em 6 meses.

c ) Luz


Tem por função simular a luz solar da natureza, devendo a sua intensidade corresponder ás necessidades dos peixes e das plantas. Normalmente devemos respeitar o periodo de 8 h.



Podemos adiconar, conforme as necessidades equipamento para CO2, que adiciona alimento ás plantas, bombas de circulação ou mesmo pedras/cortinas difusoras que adicionam oxigenação à água.

3. Substrato

Agora que temos o nosso aquário escolhido e o equipamento básico, temos de escolher o substrato, isto é, o que vai ser a base ou fundo do nosso aquário. Existe vários, que podem ser:

a) Areão de coral para ecossistemas mais alcalinos, como por exemplo, tipo Lago Malawi

b) Areia, para peixes tipicamente de rios arenosos

c) Fertilizante ou base plantas, para plantados que necessitem de um substrato particular para as plantas enraizarem

d) Apenas areão, que pode ser, grosso, médio, fino, dependendo dos peixes e ecossistema que se pretende montar.

4. Montagem

Finalmente a montagem !

Primeiro tem de se passar tudo por água corrente, tendo principal importância o substrato, para que ao montar a água não fique turva.

Atenção – Nunca, mas nunca, usar detergentes ou qualquer produto que não esteja explicitamente indicado para aquariofilia.
De seguida coloca-se o aquário no local escolhido, não colocar directamente ao pé de uma janela.
Coloca-se o substrato, termóstato, filtro e a iluminação (só depois de se encher de água é que se liga à electricidade).
Depois enche-se e liga-se todo o equipamento.

O Aquário deve ficar a ciclar durante 15 dias, monotorizando a temperatura. Nestes 15 dias pode-se ir escolhendo a decoração, como rochas, ou outras decorações próprias para aquários de água doce.

5. Plantas

Quando passaram os nossos 15 dias, onde temos os filtros a funcionar bem e a temperatura estabelizada, é altura de adicionarmos, as primeiras plantas.

Nesta altura teremos que têr em atenção a sua localização, luz e fertilizantes.

Devemos ter em consideração que as plantas também são seres vivos com necessidades próprias que devem ser respeitadas.

http://www.tropica.com/default.asp

Entre este passo e os peixes, devemos deixar passar 3 dias, para que as plantas recuperem da transplatação.

6. Peixes

Finalmente chegamos aos nossos peixitos.

Antes de escolhermos os peixes nas lojas devemos ter em consideração as seguintes regras básicas:
a) Companheiros e habitat do nosso aquário
b) Características dos peixes (ex. Tamanho que atinge)
c) Há quanto tempo se encontram na loja (ideal 15 dias)
d) Aquário da loja, se encontra limpo e com bom aspecto.
e) Aspecto das barbatanas e da pele.
f) Se existem companheiros doentes ou com aspecto duvidoso.
g) Características da água da loja.

Após a aquisição do peixe temos de proceder à habituação. Isto é importante para que não haja um choque e consequentemente a sua morte.
Assim deve-se deixar dentro de um saco dentro do aquário, 5 m, para que se habitue à temperatura, e após esse tempo deve-se adicionar a água do aquário à do saco e deixar mais 5 m.
Agora podemos libertá-los.
No primeiro dia é normal que não se alimentem ou se escondam. Deve ser respeitado, pois o stress é bastante intenso e pode, inclusiver, provocar doenças ou matar os peixes.

7. Alimentação

Tanto os peixes como as plantas precisam de uma alimentação. Ás plantas, basta adicionar fertilizante de 15 em 15 dias e fazer trocas semanais de 10% da água.
Os peixes, podem ser alimentados de flocos, comida congelada e comida viva.
Deve-se procurar providenciar aos peixes uma alimentação variada, pois só assim podem têr as suas necessidades satisfeitas e terem uma vida longa e saudável.

8. Manutenção

Agora que temos o nosso pequeno ecossistema montado e a funcionar devemos ter em atenção ás seguintes regras de manutenção:
a) Quando alimentamos os peixes devemos verificar se eles comem a comida toda e se não ficam restos no fundo do aquário.
b) Verificar se o equipamento está a funcionar correctamente
c) Observar os nossos peixitos a vêr se encontramos indicios de má saúde.
d) Trocar 10% da água semenalmente
e) Deitar fertilizante para as plantas de 15 em 15 dias
f) Se o filtro fôr de esponja ou tiver lã, verificar o seu estado e lavá-lo ou trocar.
g) Se fôr um filtro de carvão activado, trocar de 6 em 6 meses.

9. Doenças

Tal como nós humanos, os peixes estão sujeitos a doenças, muitas vezes transmitidas aquando na introdução de novos peixes, ou quando nós próprios introduzimos as mãos no aquário.
Para detectarmos estas doenças a observação é essencial, onde a alteração das barbatanas, falta de apetite, alteração na coloração, alteração na pele, ... são alguns dos sintomas que podemos detectar nos nossos pequenos amigos.
Estas doenças são por vezes tratáveis, apesar de nem sempre o sucesso ser garantido.





Vivíparos



Descrição



Os vivíparos são peixes que não colocam ovos, mas dão à luz bébés que são peixes miniatura.

São peixes relativamente fáceis de reproduzir e manter, sendo um pouco exigentes quanto ás condições da água.

Geralmente basta um aquário bem plantado, temperatura entre os 25º-28º, dieta equilibrada e uma mudança parcial (10%) de água semanalmente, para manter estes peixes saudáveis e durante um período longo de tempo.

O grande atractivo deste tipo de peixes é a sua coloração (amarelo, azul, vermelho, laranja, branco, preto, ...) e facilidade de reprodução.


Alimentação




Não são peixes exigentes, mas há que ter o cuidado de lhes oferecer uma dieta equilibrada.

Esta dieta pode ser constituida por flocos, artémia, larva de mosquito, Vermes de Grindal, Enquitréas e Dáfnias.


Reprodução




Os vivíparos são os peixes mais fáceis de reproduzir e normalmente basta têr um macho e várias fêmeas para termos jovens peixes a nadar no aquário.

Mas devido a esta facilidade de reprodução, os pais não têm qualquer cuidado paternal com as suas crias, sendo, por isso, necessário tomar certos cuidados para termos alguns sobreviventes.


Existe, essencialmente, dois métodos para termos uma taxa maior de sobrevivência das crias:

1º) Maternidades: Consiste na colocação de um suporte à parte (vende-se em qualquer loja da especialidade), onde a fêmea grávida é colocada até parir.

Pessoalmente, não temos uma boa opinião sobre este método, pois uma grande percentagem das vezes, as fêmeas deixam-se morrer ou dão à luz antes do tempo, devido ao stress de estarem confinadas a um lugar mais pequeno e fora do seu ambiente.


2º) Esconderijos: Consiste em plantar o aquário e colocar rochas e outra decoração, por forma a criar esconderijos para as crias.

Este método é por nós utilizado, não só por fornecer um ambiente livre de stress e mais natural, mas porque parece reduzir consideravelmente a mortalidade das mães. O revés reside na diminuição consideravel da taxa de sobrevivência das crias.


As fêmeas dos vivíparos são facilmente distintas dos machos, devido ás suas barrigas mais pronunciadas (principalmente quando estão grávidas) e quando estão prontas a parir destingue-se a mancha negra no fundo da barriga, que são os olhos dos bébés.



Doenças




Más condições da água são as principais razões para a causa de stress nestes peixes e por sua vez a criação de condições ideais para a formação de doenças.


Segue em baixo uma descrição breve das doenças mais comuns nos vivíparos:

Columnaris (Fungos da Boca)

Sintoma: Fungos brancos à volta da boca, que pode por vezes, aparecer no corpo e barbatanas do peixe.

Tratamento: Normalmente é causada pelo stress do transporte ou más condições da água do aquário. Para tratar, usar medicamentos anti-bacterianos.


Wasting Disease

Sintoma: Encolhimento da barriga, perda de peso, empatia e barbatanas encolhidas.

Tratamento: Flagyl ou desparasitante interno.


Ictio

Sintoma: Manchas brancas pequenas que provocam comichão.

Tratamento: Elevar temperatura do aquário e utilizar tratamento anti-fungos. Existe no mercado medicamentos que referem o tratamento contra esta doença


Veludo

Sintoma: Comichão, letargia, perda de apetite e peso, respiração ofegante, barbatanas encostadas ao corpo e veludo branco ou amarelado na pele.

Tratamento: Elevar temperatura do aquário, reduzir iluminação e utilizar sulfato de cobre. Existe no mercado medicamentos que referem o tratamento contra esta doença